Sim, é comum. Muitos filhotes choram nas primeiras noites em casa, e alguns dormem direto desde a primeira. O choro costuma ter dois motivos: vontade de xixi ou o susto de acordar sem a mãe e os irmãos. Deixe a caminha perto da sua cama, leve ao xixi se ele acordar chorando e acalme sem festa. Nas primeiras noites, não deixe ele chorando sozinho.

É comum o filhote chorar na primeira noite em casa?

É. A AKC diz que alguns filhotes dormem a noite toda desde o começo e outros choram por algumas noites.

Pense no que mudou para ele. Até ontem, ele dormia num montinho com os irmãos, colado na mãe. Os veterinários da PDSA explicam que é assim que o filhote se sente seguro para dormir. De repente, acorda sozinho, num lugar com cheiros novos. Chorar faz sentido.

O outro motivo é o xixi. Filhote pequeno, em geral, ainda não segura a noite toda. Ele acorda com vontade e chora porque precisa sair e não tem ninguém ali.

Onde coloco a caminha para ele se sentir mais seguro?

No seu quarto, perto da sua cama. A AKC diz que o filhote se sente mais seguro com você por perto, e sugere deixar a caixa ao lado da cama para você pôr a mão lá dentro e ele sentir que você está ali. A Humane World também indica o quarto, ou um corredor perto, para você ouvir quando ele chorar pedindo para sair.

Como montar o cantinho:

  1. Caixa ou caminha do tamanho certo. Na caixa, ele precisa conseguir ficar em pé, virar e deitar com conforto.
  2. Nada muito aberto. A PDSA avisa que uma cama exposta demais pode deixar o filhote inseguro. Se a caixa for de grade, a AKC sugere uma capa por cima para ficar mais escurinho, como uma toca. Alguns filhotes preferem enxergar em volta, então observe o seu.
  3. Cheiro da mãe, se der. Um paninho ou bichinho de pelúcia com o cheiro da mãe, trazido de onde ele veio, dentro da caixa.
  4. Algo seguro para mastigar. A PDSA diz que mastigar pode ajudar a acalmar. Só vale um brinquedo que ele possa ter sozinho sem risco de engolir pedaços.
  5. Quarto quieto e com pouca luz. Para a AKC, o silêncio e o escuro viram o sinal de que é hora de dormir.

Filhote chocolate deitado, de olhos abertos, descansando

O que faço antes de deitar?

Monte uma rotina curta e repita toda noite. A AKC diz que um horário fixo para deitar facilita a adaptação e o treino do xixi, seja ele às 8 da noite ou à meia-noite.

Um jeito de fazer, baseado na rotina que a PDSA descreve:

  • depois do jantar dele, xixi;
  • uma última brincadeira, sem deixar ele ficar cansado demais;
  • o último xixi da noite;
  • caminha, com o brinquedo de mastigar, enquanto você ainda está por perto.

São 3 da manhã e ele chora. E agora?

Primeiro, veja se é xixi. A PDSA lembra que muitos filhotes novos ainda não seguram a noite toda.

  1. Leve ao xixi rapidinho e sem festa. A AKC fala em uma saída rápida, quieta e sem graça: carrega, espera, volta.
  2. Elogie se ele fizer no lugar certo. Esse elogio vale até de madrugada.
  3. Volte para a caminha e acalme só o bastante. A PDSA sugere pouco agrado: sem colo, sem conversa e sem brincadeira. Assim ele não aprende que chorar chama a sua atenção.
  4. Fique por perto. Segundo a PDSA, a sua presença costuma ajudar ele a se acalmar quando está aflito.

Devo deixar ele chorar até parar?

Nas primeiras noites, não. Os veterinários da PDSA dizem que não recomendam ignorar o filhote que chora à noite, ainda mais nas primeiras noites. Ignorar não ajuda ele a ganhar confiança e pode piorar.

E quieto não quer dizer tranquilo. A PDSA alerta que, mesmo quando parece se acalmar, o filhote deixado chorando pode ficar mais ansioso para ficar sozinho. A AKC também diz para não deixar o cão chorando até cansar na caixa. A independência vem aos poucos.

Quando o choro passou do normal?

Alguns sinais indicam que a caixa está causando estresse ou pânico. A AKC cita:

  • andar de um lado para o outro sem parar;
  • tremer;
  • arranhar ou morder a porta da caixa;
  • uivar ou latir por muito tempo;
  • babar.

Se você vê isso, não force a caixa. A AKC sugere trocar por uma área maior e segura, como um cercadinho, e procurar um adestrador ou especialista em comportamento. Prefira quem trabalha com reforço positivo. Se ele parece sentir dor ou está diferente do normal (apático, sem vontade de comer ou brincar), procure o veterinário.